Recibos Verdes, Empresa ou Frotista: qual o modelo certo para começar no TVDE?
Antes de falar de lucro, é preciso falar de estrutura. A escolha do modelo de trabalho é onde a maioria dos novatos no TVDE comete o primeiro erro caro — e é uma decisão que vale a pena pensar com calma antes de assinar seja o que for.
A) Recibos Verdes (Trabalhador Independente)
Prós: simples de começar, sem burocracia de constituir empresa, IVA simplificado se faturar abaixo dos limiares de isenção.
Contras: a responsabilidade fiscal e a Segurança Social ficam 100% do lado do motorista — sem provisão mensal, o IRS de março pode doer.
Para quem serve: quem está a começar e quer testar o setor sem grande compromisso.
B) Empresa Própria (Unipessoal ou Sociedade)
Prós: permite deduzir mais despesas ao lucro tributável (combustível, manutenção, parte da amortização do carro), reduzindo a carga fiscal quando o volume de negócio é elevado.
Contras: contabilidade obrigatória e custos fixos mensais, mesmo em meses fracos.
Para quem serve: motoristas com faturação consistente e elevada, ou que têm mais de um carro/motorista a operar.
C) Trabalhar para um Frotista (comissão ou aluguer)
Prós: não é preciso capital inicial para o carro; o frotista trata normalmente da manutenção e seguro; entra-se a faturar no próprio dia.
Contras: a margem é reduzida — paga-se uma renda semanal fixa ou uma percentagem da faturação, ficando dependente das condições do carro atribuído.
Para quem serve: quem quer testar a atividade sem risco de capital, ou não tem carro próprio elegível.
Não existe modelo "melhor"
Existe o modelo certo para a fase em que se está. Começar com um frotista para testar durante 2-3 meses, e só depois decidir se compensa comprar/alugar carro próprio ou abrir empresa, é uma estratégia perfeitamente válida.
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